Jerusalém Os Exércitos dos Estados Unidos e de Israel começaram a coordenar várias medidas de defesa diante da possibilidade de um ataque norte-americano contra o Iraque, informou ontem a imprensa local. James Mezguer, assistente do chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, chegou sexta-feira a Israel para coordenar os aspectos de uma possível ofensiva contra o Iraque que interessem a este país, como preparar sua defesa antiaérea contra um possível bombardeio com mísseis por parte do regime de Saddam Hussein.
Na Guerra do Golfo Pérsico, em 1991, o Iraque lançou mais de 40 mísseis Scud contra Israel em represália ao ataque da coalizão internacional liderada pelos EUA, e da qual também fizeram parte vários países árabes.
Altos comandantes de Israel consideram que, apesar das reticências do Conselho de Segurança da ONU em respaldar o uso da força, a ofensiva norte-americana contra o Iraque é ''inevitável'', mais cedo ou mais tarde, e ocorrerá a qualquer momento após as eleições de novembro nos EUA.
Mezguer, responsável pelas relações com exércitos ''amigos'', se reuniu em Tel Aviv com o ministro demissionário da Defesa, o trabalhista Benjamin Ben-Eliezer.

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