Os territórios palestinos viveram sua jornada mais sangrenta, ontem, desde o começo da Intifada há mais de um ano, ao mesmo tempo que Israel anunciava a prisão de dois dos envolvidos no assassinato do ministro do turismo. Seis palestinos morreram em Beit Rima, informou Raanan Gissin, porta-voz do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. Todos eram ''terroristas armados'', afirmou Gissin, precisando que também ficaram feridos três palestinos. Responsáveis palestinos em Ramallah informaram que o exército israelense lhes entregou os corpos de cinco pessoas, todos eles policiais.
O ministro israelense da defesa, Binyamin Ben Eliezer, informou sobre ''onze prisões, entre as quais a do irmão do assassino do ministro do Turismo Rehavam Zeevi'', e indicou que ''o cérebro desse assassinato era Ahmad Saadat'', líder da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP).
Segundo Gissin, as seis vítimas eram membros de três organizações: a FPLP (que reivindicou o assassinato do ministro), o Movimento de Resistência Islâmica Hamas, e os Tanzim, braço armado da Fatah, movimento do presidente palestino Yasser Arafat.
A incursão começou ontem, horas depois que o presidente norte-americano Georges W. Bush pediu a Israel para retirar suas tropas ''o mais rapidamente possível'' das zonas palestinas parcialmente ocupadas de novo.
Segundo um porta-voz militar, o exército entrou em Beit Rima ''baseando-se em informações sobre a presença de inúmeros terroristas''. Como resultado dessa incursão, indicou a rádio israelense, foram presos dois dos três membros da célula de ativistas acusados do assassinato de Zeevi no último dia 17.
Os dois presos são Salah Alawui e Mohammed Rimawi, segundo a rádio. Os dois foram recrutados pelo chefe da célula, Hamdi Kuraan. Este último matou Zeevi depois de ter alugado no dia 16 de outubro um apartamento no hotel Hyatt Regency em Jerusalém oriental, onde o ministro morava.

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