Jerusalém - O Ministério da Fazenda de Israel poderá desbloquear em breve a transferência de 40 milhões de dólares, arrecadados em impostos e taxas alfandegárias, para a Autoridade Nacional Palestina (ANP), sob supervisão americana.
O anúncio foi feito ontem por fontes do Governo israelense, ao comentarem que ''há progressos'' na negociação para a transferência desses fundos, 10 por cento dos arrecadaddos por este país para a ANP desde que, há 22 meses, começou a ''intifada'' contra a ocupação na Cisjordânia e em Gaza.
Representantes dos Estados Unidos, por uma exigência de Israel, ficarão responsáveis pela inspeção da aplicação desses fundos.
São os impostos arrecadados dos operários palestinos que trabalham em Israel e os pagos em alfândegas do país pelas mercadorias destinadas a esses territórios, e estão calculados em mais de 420 milhões de dólares.
Esse dinheiro, solicitado há muito tempo pelo Governo de Yasser Arafat e negado por Israel, sob argumento de que serviria para ''financiar operações terroristas'', é vital para amenizar a grave crise econômica na Cisjordânia e em Gaza.
O diretor do Ministério israelense da Fazenda, Ohad Marani, se reunirá na próxima semana com o novo ministro de Finanças da ANP, Salam Fayad, para acertar os detalhes da liberação desta primeira remessa de 200 milhões de ''shekels'' (40 milhões de dólares).
Ao contrário do informado por fontes palestinas, o ministro israelense de Relações Exteriores, Shimon Peres, disse que na reunião realizada no sábado à noite em Jerusalém para retomar o diálogo entre as duas nações não se tratou da ameaça israelense de deportar familiares dos suicidas, caso estivessem implicados de alguma maneira com seus ataques.
Acredita-se que entre outras medidas concretas para aliviar a condição da população palestina na Cisjordânia se debaterá o regresso de milhares de operários dessa região e de Gaza para trabalhar em Israel, e o levantamento do toque de recolher nas cidades.

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