Israel pode liberar Belém no Natal
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
France Presse 
Cidade do Vaticano O presidente israelense, Moshe Katsav, prometeu ontem ao papa João Paulo II, durante uma visita ao Vaticano, que o Exército israelense se retirará de Belém no Natal se não existir uma situação de alerta terrorista. ''O presidente prometeu que, se não existirem alertas terroristas, as tropas israelense sairão de Belém'', informou a embaixada de Israel na Santa Sé em um comunicado.
''O Exército israelense fará todo o possível para permitir que os peregrinos celebrem as festas de Natal da forma apropriada'', disse o presidente israelense ao Papa, segundo o comunicado.
João Paulo II aproveitou seu encontro com Katsav para fazer um pedido a favor do livre acesso de Belém, em virtude da chegada do Natal.
A comunidade franciscana, responsável por cuidar e proteger os lugares santos do cristianismo, afirma que o número de peregrinos sofreu uma importante queda. ''Os fiéis desejam visitar a Terra Santa, mas o medo vence. No último ano o número de peregrinos cristãos sofreu uma queda de 79%'', informou à agência vaticana Fides o padre Giovanni Battistelli, porta-voz da comunidade franciscana.
Mísseis Duas baterias de mísseis antiaéreos Patriot norte-americanos chegaram na noite de quarta-feira ao porto israelense de Ashdod, revelou a rádio estatal israelense.
As baterias, que serão utilizadas nos exercícios militares conjuntos de Israel e Estados Unidos, em janeiro próximo, ficarão no país após as manobras, informou a rádio.
Segundo o jornal israelense Haaretz, nas manobras militares de janeiro também serão empregados mísseis Hawk e Arrow, além de um sistema de radar norte-americano para a detecção de mísseis terra-terra.
Recentemente, Israel instalou baterias de mísseis Arrow em dois pontos do país para prevenir um eventual ataque iraquiano, diante da possibilidade de uma intervenção militar dos EUA no Iraque.
Durante a Guerra do Golfo, em 1991, o Iraque disparou 39 mísseis Scud contra Israel.
Mortes Dois soldados israelenses morreram na noite de ontem, perto de um assentamento ilegal em Hebron (sul da Cisjordânia), informaram fontes médicas. Eles haviam sido gravemente feridos por disparos palestinos
As vítimas, um homem e uma mulher, foram atingidas por tiros perto de um assentamento ilegal estabelecido no local onde no dia 15 de novembro um atentado palestino custou a vida de 12 israelenses.
Depois do ataque de 15 de novembro, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, decidiu criar ''uma continuidade territorial'' entre o assentamento de Kyriat Araba (6.500 habitantes) e a Tumba dos Patriarcas, lugar venerado tanto pelo judaísmo como pelo islamismo e situado no bairro judaico de Hebron, onde vivem 600 colonos entre 120.000 palestinos.
Por outro lado, cinco palestinos morreram na madrugada de ontem, vítimas de disparos do exército israelense em um cruzamento de Karni, entre a Faixa de Gaza e o território israelense, informaram fontes militares israelenses.


