Jerusalém Israel poderá aumentar o isolamento do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em vez de expulsá-lo, informou ontem o ministro israelense do Comércio e Indústria, Ehud Olmert. ''O gabinete israelense decidiu em princípio livrar-se de Arafat, que é um obstáculo para a paz. Sua expulsão pode ser um dos meios de se livrar dele, mas também é possível isolá-lo totalmente na Mukataa'', seu quartel em Ramallah (Cisjordânia), declarou Olmert à rádio pública israelense.
''Arafat não pode continuar sendo um elemento dos acontecimento no Oriente Médio. Sua expulsão é uma opção, e sua eliminação é outra. Também é possível confiná-lo a condições de prisioneiro'', continuou. ''Nesse caso, ficará longe do mundo. Não poderá receber ninguém e ficará impedido de se comunicar por telefone'', destacou.
''Arafat atrapalha toda a possibilidade de se desenvolver um processo de solução que respeite as vidas dos israelenses e dos palestinos. Ele organiza o terrorismo, e está claro que Israel deve atuar para impedi-lo de continuar causando mais estragos'', concluiu Olmert, que está assumindo o cargo de vice-primeiro-ministro.
A decisão tomada quinta-feira pelo gabinete israelense de segurança de expulsar o líder palestino desencadeou uma série de protestos internacionais.
Oposição O secretário de estado americano, Colin Powell, reiterou ontem, em Bagdá que seu país se opõe a que Israel expulse ou assassine o líder palestino. ''Os Estados Unidos não são a favor nem da eliminação e nem do exílio de Arafat'', disse Powell.
Saeb Erakat, ministro palestino encarregado das negociações com Israel, denunciou que as ameaças israelenses revelam o modo de ''agir da máfia e não de governos''.
Mas vários ministros israelenses indicaram à imprensa que de nenhuma maneira se trata, no momento, de expulsar ou de assassinar Arafat, de 74 anos.
O gabinete de segurança israelense decidiu quinta-feira concordar em princípio com sua expulsão, mas a maioria dos países qualificou a medida de grave ''erro'' ou de ''golpe ao processo de paz''. Os palestinos, por sua vez, manifestaram em massa o apoio ao seu dirigente.

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