MARJAYOUN, Líbano - Três soldados israelenses foram mortos e um seriamente ferido ontem em um ataque à bomba do grupo islâmico Hizbollah contra uma patrulha militar no sul do Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou imediatamente o ataque e exortou a Síria, que mantém 35 mil soldados no Líbano, a fazer o grupo guerrilheiro parar com os ataques. Netanyahu também voltou a pedir que o governo de Damasco retome as conversações de paz com Israel.
A ação do Hizbollah ocorreu ontem de madrugada numa estrada da área de Shoumariyeh, no centro da zona ocupada. Os guerrilheiros do grupo xiita pró-iraniano detonaram a bomba no momento em que a patrulha militar - a pé - passava por ela. Em resposta ao ataque - lançado horas depois de um bombardeio aéreo israelense contra posições do Hizbollah -, Netanyahu, prometeu fortalecer o Exército e ‘‘fazer tudo que for necessário para que, com o tempo, o problema seja resolvido’’.
‘‘Desejamos a paz com a Síria e queremos retomar as negociações, mas o que estamos vendo é que a Síria, com efeito, está permitindo uma incessante guerra contra Israel e os soldados israelenses no Líbano através do Hizbollah’’, declarou o premiê. Israel, que invadiu o Líbano em 1982, ocupa desde 1985 uma faixa de 15 km no sul do país, alegando motivos de segurança.
Netanyahu quer que a Síria impeça o Hizbollah de continuar lançando ataques contra as forças de ocupação israelenses e milícias libanesas pró-israelenses. O premiê acredita que se quiser o governo de Damasco, que representa a principal força militar dentro do Líbano, poderá conseguir o fim dos ataques do grupo de resistência islâmico.

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