Israel ocupa sede da OLP em Jerusalém
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sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Associated Press<BR>De Jerusalém 
A polícia de choque israelense invadiu e fechou na madrugada de ontem a sede da OLP em Jerusalém um símbolo da reivindicação palestina à disputada cidade , um dia depois que um militante islâmico promoveu um atentado suicida que deixou 15 mortos num dos mais mortais ataques nos 10 meses de confrontos no Oriente Médio. A tomada da Casa do Oriente foi o mais direto desafio feito por Israel até agora contra a reivindicação palestina da tradicionalmente árabe Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado. Os palestinos consideraram a ação provocativa e advertiram que ela pode provocar mais derramamento de sangue.
A maioria das vítimas do ataque suicida numa pizzaria de Jerusalém foi enterrada ontem, entre elas cinco integrantes de uma família do assentamento judeu de Talmon, na Cisjordânia. Uma filha sobrevivente da família, Leah Schijveschuurder, 11 anos, foi levada numa cadeira de rodas do hospital para o funeral de seu pai, mãe e três irmãos de 2, 4 e 14 anos.
Ministros do gabinete israelense se reuniram até a madrugada de ontem para decidir a resposta de Israel ao atentado, promovido por um palestino de 23 anos membro do grupo militante islâmico Hamas.
Pouco depois da reunião ministerial, dois aviões de combate F-16 israelenses destruíram completamente o quartel-general da polícia palestina em Ramallah, Cisjordânia, e tropas israelenses invadiram nove escritórios da Autoridade Palestina na cidade de Abu Dis, nas proximidades de Jerusalém.
O principal alvo, entretanto, foi a Casa do Oriente. Por volta das 2 da madrugada, integrantes da polícia de choque israelense, alguns com máscaras pretas de esqui, pularam os muros do complexo. Mais tarde, jipes da polícia entraram em seus jardins. Sete guardas da Casa do Oriente foram presos, e a polícia retirou muitos documentos do prédio. Ruas próximas foram bloqueadas.
A tevê israelense divulgou que o primeiro-ministro Ariel Sharon e o ministro do Exterior Shimon Peres discutiram sobre o fechamento da Casa do Oriente, a que Peres se opunha. Perguntado por quanto tempo Israel pretendia manter o controle do complexo, Sharon respondeu: ''Para sempre.''


