Israel nega vírus de espionagem
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Folhapress 
São Paulo - Após o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Moshe Ya'alon, afirmar que seria justificável um possível ciberataque contra o Irã, um porta-voz do governo israelense foi a público ontem esclarecer o que, segundo ele, trata-se de um ''mal-entendido''.
À BBC, o representante de Israel negou qualquer envolvimento do país com o supervírus Flame, que já teria infectado milhares de alvos no Oriente Médio e, segundo especialistas em segurança digital, foi bancado por um governo.
Ya'alon disse à rádio do exército israelense: ''Há poucos países ocidentais que têm alta capacidade tecnológica ao mesmo tempo em que consideram grave a ameaça nuclear iraniana.''
''Eu imaginaria que qualquer um que vê tal ameaça como significante - e não é só o caso de Israel, mas de todo o mundo ocidental, liderado pelos EUA - poderia tomar qualquer medida possível, incluindo esta (ciberataque com vírus de espionagem Flame), para prejudicar o projeto nuclear do Irã'', continuou Ya'alon.
''Não há uma parte sequer da entrevista em que o ministro sugere a participação de Israel no desenvolvimento do vírus'', disse o porta-voz não identificado à rede britânica.
Envolvimento dos EUA
Uma autoridade militar americana, que falou em condição de anonimato, disse à rede NBC ontem que um vírus de tamanha sofisticação não poderia ter outra origem que não os EUA. ''Foram os EUA'', disse o oficial à NBC. Oficialmente, os órgãos militares dos EUA evitaram qualquer declaração sobre o assunto.


