Israel não vai deixar a Cisjordânia
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sexta-feira, 23 de agosto de 2002
Das agências 
JerusalémIsrael anunciou ontem que não aceita fazer nova retirada militar na Cisjordânia no momento, em especial da cidade de Hebron. O anúncio foi feito durante uma reunião com as autoridades dos serviços de segurança palestinos, informou a rádio nacional israelense. O general israelense Moshe Kaplinsky, comandante da região militar da região Central de Israel (que inclui Cisjordânia), informou ao chefe do serviço de Segurança pública palestino na Cisjordânia, general Haj Ismail, que ''no momento não acontecerá uma retirada em Hebron'', anunciou a rádio.
Hebron foi reocupada no início da operação ''Via Firme'' lançada no dia 19 de junho pelo Exército na Cisjordânia, depois de vários atentados antiisraelenses.
O acordo ''Gaza e Belém primeiro'' foi firmado entre o ministro da Defesa israelense Binyamin Ben Eliezer e o ministro do Interior palestino, Abdelrazak al Yahya. Segundo o acordo, Israel vai se retirar progressivamente dos territórios palestinos reocupados, deixando a segurança palestina encarregada da manutenção da calma e de impedir que estes setores sirvam para lançar ataques antiisraelenses. Entre os palestinos, o acordo encontra oposição nos grupos armados de todas as tendências.
Dois palestinos mortosDois palestinos foram mortos na madrugada de ontem, depois de terem atacado uma posição militar israelense na Faixa de Gaza, afirmaram fontes militares. Enquanto isso, em Tulkarem (Cisjordânia), o Exército destruiu a casa de um dirigente do Hamas, segundo fontes israelenses e palestinas. Combatentes palestinos dispararam com armas rápidas contra um posto do Exército que protege a colônia de Kfar Darom, no bloco de ocupação Gush Katif, deixando um soldado israelense levemente ferido. Os militares responderam ao ataque matando um dos palestinos.
AutoriaAs ''Brigadas de Al Aqsa'', grupo radical ligado ao movimento palestino Al Fatah, reivindicaram ontem o ataque frustrado que aconteceu de madrugada contra o assentamento israelense de Kafr Darom, na Faixa de Gaza, que custou a vida de dois dos autores.
Em um comunicado difundido ontem, em Gaza, as Brigadas reivindicaram o ataque e confirmaram a decisão de continuar a luta armada contra a ocupação israelense. O ataque coincide com os esforços do ministro palestino do Interior, Abdelrazeq al-Ijie, de convencer os treze grupos nacionalistas e islâmicos que lideram a Intifada de Al-Aqsa que parem seus ataques contra Israel para dar uma oportunidade ao acordo de paz ''Gaza e Belém primeiro''.


