Jerusalém - O governo israelense advertiu que não permitirá que as águas do rio libanês Hatzbani sejam desviadas, ante a suspeita de que a milícia fundamentalista de Hesbolá esteja por trás desta crise.
Fontes oficiais, citadas ontem pela rádio pública, informaram que o Governo de Ariel Sharon procurará chegar a uma solução por meios diplomáticos pois o desvio ou um aproveitamento dessas águas que prejudique os interesses deste país, ''será uma violação dos acordos para sua distribuição nesta zona''.
Sharon declarou esta semana que, se o Líbano começar a desviar água desse rio sem acordo prévio com este país, segundo tratados internacionais, ''Israel terá que atuar''.
''Eu não tenho que interpretar o que diz o chefe do Governo, mas direi que são águas muito importantes, de uma qualidade sem igual nesta zona, por isso se (nos) faltar, pode levar a um confronto, e é uma lástima'', declarou ontem o diretor da Companhia estatal de Águas Mekorot, o general reformado Uri Saguí, acrescentando que toda modificação do equilíbrio na distribuição de água potável nesta zona será prejudicial para Israel, e indiretamente também para a Jordânia, que recebe água deste país''.

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