Israel não muda critério para libertar palestinos
Associated Press
De Jerusalém
Naquilo que pode ser considerado o segundo revés na tentativa de retomar o acordo de paz, Israel recusou-se em negociar seu critério sobre a libertação de palestinos presos por ataques contra o Estado judeu, colocando um fim às conversações de ontem sobre o assunto.
Segundo negociadores de ambos os lados, o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, recusou-se a modificar a política para os prisioneiros palestinos de seu predecessor, o ex-premier linha-dura Benjamin Netanyahu.
Netanyahu congelou o acordo de Wye River, que foi outorgado pelos Estados Unidos no ano passado, depois de se recusar a libertar prisioneiros palestinos envolvidos em ataques violentos contra israelenses, o que gerou vários atos de revoltas por parte da população árabe da região.
Israel concordaria em revisar a libertação dos prisioneiros apenas analisando caso a caso, informou ontem a assessoria de imprensa governamental, acrescentando que nessa fase nenhuma política a esse respeito será modificada.
Esta posição é inaceitável, respondeu o ministro palestino responsável pelos prisioneiros, Hisham Abdel Razek. Devemos decidir se seremos parceiros na paz ou apenas sonhadores.
O principal negociador palestino, Saeb Erekat, partiu para informar seu líder Yasser Arafat da decisão israelense. Nenhuma nova reunião adicional foi anunciada.
Nas últimas semanas, o otimismo gerado com a vitória do trabalhista Barak sobre Netanyahu nas eleições israelenses foi dissipado.
A primeira decepção veio com a exigência de Barak em modificar o acordo de Wye River no que diz respeito à cronologia da retirada de tropas israelenses da Cisjordânia. Os palestinos esperavam que Barak lançasse a retirada imediatamente; Barak, por sua vez, insiste em estendê-la até o ano que vem.





