O Exército de Israel matou ontem quatro palestinos -entre eles três crianças- durante uma ação na cidade de Jenin (Cisjordânia), a qual chamou de um ‘‘aparente erro’ feito pelos soldados israelenses, que teriam atirado contra palestinos em um mercado durante a interrupção do toque de recolher na cidade. Outras 24 pessoas ficaram feridas -seis em estado grave-, segundo informações do jornal israelense ‘‘Ha’aretz’’.
‘‘As pessoas [palestinos] pensaram que o toque de recolher não estava mais em vigor. Elas estavam famintas e foram até o mercado para comprar pão. Os israelenses abriram fogo contra elas’’, disse Haider Irsheid, representante do governo de Jenin.
Anteontem, dois palestinos armados invadiram uma casa em um assentamento judaico em Itamar, nos arredores de Nablus, e mataram cinco pessoas. Entre as vítimas estavam uma mulher e seus três filhos.
Ontem, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, reuniu-se com seu gabinete para discutir que tipo de ação deve ser tomada após quatro dias de violência, com ataques suicidas palestinos, invasões a colônias judaicas e retaliações de Israel que mataram 33 israelenses e 12 palestinos.
O nível de tensão também aumentou na Faixa de Gaza, onde forças de Israel mataram a tiros um ativista que os atacou com granadas de mão em um posto de fronteira onde trabalhadores palestinos reúnem-se para serem revistados antes de entrar em uma área industrial israelense.
Dois dos trabalhadores foram mortos no incidente. As forças de Israel também mataram a tiros um garoto palestino de oito anos em uma operação na faixa de Gaza depois de um israelense ter ficado seriamente ferido em um ataque realizado por ativistas nas proximidades do assentamento judaico de Netzarim.
Ontem, as tropas israelenses entraram no bairro de Cheij Ajlin, próximo da colônia judaica de Netzarim, na cidade de Gaza, e dispararam com seus tanques contra pessoas nas ruas e contra casas, segundo a Autoridade Nacional Palestina (ANP).
As tropas israelenses também mantiveram sua ocupação em seis cidades e territórios autônomos palestinos na Cisjordânia: Nablus, Jenin e seu acampamento de refugiados, Qalqilya, Betunia, um povoado próximo de Ramallah, Belém e Tulkarem, como represália contra os dois atentados suicidas de terça e quarta-feira em Jerusalém, que deixaram 26 mortos, além dos dois autores dos ataques.

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