Com mísseis disparados do alto de uma colina, forças de Israel mataram ontem um proeminente integrante do movimento radical Hamas quando ele dirigia seu Volkswagen vermelho por uma estrada da Cisjordânia. O ataque provocou novamente uma discussão cíclica entre os antagonistas do Oriente Médio: Israel afirma que alvejou Saleh Darwazeh porque ele era um ‘‘alto terrorista’’, enquanto os palestinos dizem que os ‘‘assassinatos’’ de Israel inflamam o levante deles.
Como parte de sua perseguição a militantes suspeitos, tropas israelenses estacionadas numa colina sobre a cidade de Nablus dispararam cinco mísseis antitanque contra o carro de Darwazeh, matando-o instantaneamente. Seu carro ficou completamente destruído.
Rapidamente, centenas de palestinos cercaram os restos do veículo e começaram iradamente a gritar: ‘‘Vingança, vingança’’, e ‘‘Seu sangue não será derramado em vão.’’
Israel acusa Darwazeh de estar envolvido em vários ataques à bomba que mataram oito israelenses e feriram mais de 100 nos últimos meses. Ele estaria planejando outro grande ataque, segundo militares israelenses.
O Hamas prometeu retaliar. ‘‘Esse assassinato visa atingir a Intifada (levante palestino) com o intuito de detê-la’’, disse Jamal Salim, um porta-voz do Hamas em Nablus. ‘‘O Hamas não hesitará em responder a esse crime brutal.’’
O Hamas tem promovido seguidos atentados à bomba contra Israel e afirma que irá continuar com sua campanha apesar de um cessar-fogo, que foi declarado no mês passado mas tem sido amplamente ignorado.
Darwazeh pertencia à ala política do Hamas e não fazia parte de seu braço armado, segundo Salim. Ele acrescentou que Darwazeh já havia sido detido tanto por Israel quanto pela Autoridade Palestina.
Os assassinatos seletivos de Israel têm sido amplamente condenados pela comunidade internacional, mas Israel alega que tais ações são necessárias, já que a Autoridade Palestina não reprime militantes que atacam o país.

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