O exército israelense matou ontem dois dirigentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) enquanto o premier de Israel, Ariel Sharon, anunciava novas iniciativas diplomáticas de seu ministro das relações exteriores, Shimon Peres. Os assassinatos ocorreram a poucas horas de uma visita-relâmpago do premier britânico Tony Blair à região.
Um dirigente do braço armado do Hamas, Jamil Jadalá, foi assassinado por disparos de helicóptero em Hebron (sul da Cisjordânia). Israel o procurava pelo assassinato de dois colonos judeus. O exército reivindicou esta operação em um comunicado afirmando que tinha ''feito fracassar desta maneira um atentado com bomba que este se dispunha a cometer em Israel''.
Também acusou a Autoridade Palestina de não ter feito nada para deter Jadalá e ter travado suas atividades.
Em Tulkarem (norte da Cisjordânia), um comerciante pertencente à ala política do Hamas morreu metralhado por um tanque israelense. O exército não fez nenhum comentário sobre esta morte. Um dirigente do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniya, afirmou ontem que estes assassinatos demonstraram que o cessar-fogo é ''só aparência''.

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