Israel mata líder da Jihad islâmica
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Pedro Ugarte<br>France Presse 
Hebron, Cisjordânia O exército israelense matou ontem Mohammad Sider, chefe da Jihad islâmica na Cisjordânia, que era suspeito de preparar atentados, e agora corre o risco de provocar a resposta sangrenta do movimento extremista.
A Jihad islâmica já anunciou que prentende se vingar, mas reiterou que manterá a trégua condicional de ataques, decretada no dia 29 de junho pelos principais movimentos armados palestinos.
''Israel pagará o preço da morte de Mohammad Sider'', declarou Bassam Al-Saadi, dirigente da Jihah na Cisjordânia, depois da morte do ativista palestino.
O porta-voz do governo de Israel, Avi Panzer, afirmou que Sider era uma ''verdadeira bomba-relógio'' e que preparava um atentado em territórios israelense, além de outros ataques. Porém, Pazner acrescentou que o objetivo da operação era ''prender, não matar,'' o ativista da Jihad islâmica.
Outra fonte da Jihad islâmica, Mohamad Al-Hindi, rebateu: ''O que aconteceu hoje em Hebron foi uma grave violação do cessar-fogo. No momento, a Jihad manterá o compromisso, mas isso não significa que não vingaremos este ato''.
O gabinete de Dahlan em Gaza considerou o incidente de Hebron uma ''provocação''.


