Israel manterá ações duras contra Hamas
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domingo, 31 de agosto de 2003
France Presse 
Ashkelon, Israel O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, garantiu ontem que não permitirá que a cidade de Ashkelon (costa mediterrânea) se converta em uma linha de frente da batalha contra o grupo radical palestino Hamas, enquanto a União Européia (UE) rejeitou o pedido israelense para isolar o líder palestino Yasser Arafat.
Ashkelon não se tornará uma cidade da frente de batalha. Nem Ashkelon ou qualquer outro lugar, disse Sharon durante a visita a uma escola da cidade, por ocasião do início do ano letivo. O Estado de Israel e seus cidadãos têm o direito de viver em paz e segurança e não vamos negociar isto, declarou.
Em 28 de agosto, um foguete artesanal palestino do tipo Qassam lançado do norte da Faixa de Gaza por militantes do Hamas explodiu na zona industrial da periferia de Ashkelon, sem causar vítimas.
Fontes militares israelenses afirmaram que o foguete tinha o alcance de 9 km, o que lhe permitiu atingir uma zona de Israel que até o momento estava fora do limite deste tipo de arma, disparada da Faixa de Gaza.
O ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, garantiu ontem que o Exército está considerando a possibilidade de realizar operações terrestres na Faixa de Gaza caso as autoridades palestinas não consigam controlar o Hamas.
A opção será uma operação terrestre do Exército na Faixa de Gaza e faremos o necessário quando for oportuno, disse Mofaz à radio estatal. Estamos atuando contra esta organização (Hamas). Nenhum de seus membros está a salvo.
Israel resolveu passar à ação após acusar a Autoridade Palestina de não agir contra grupos como o Hamas e a Jihad Islâmica.
Dez ativistas do Hamas morreram em cinco ataques aéreos israelenses desde o atentado suicida cometido por um militante deste grupo em Jerusalém, em 19 de agosto, que matou 21 pessoas.
Os ataques israelenses também mataram civis, incluindo uma menina de oito anos, Aaya Mahmud Fayaad, que faleceu no sábado após ser atingida por um tiro em Gaza.
Enquanto Israel se prepara para agir, o alto representante da União Européia (UE) para a política externa, Javier Solana, rejeitou ontem, em Tel Aviv, o pedido israelense para que a UE rompa seus contatos com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
A UE manterá seus contatos com os palestinos e com o presidente palestino, declarou Solana durante uma entrevista coletiva junto ao ministro das Relações Exteriores de Israel, Sylvan Shalom.


