Israel mantém pressão em Belém
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de agosto de 2001
Charly Wegman<BR>France Presse<BR>De Jerusalém 
Israel mantinha, ontem, seu dispositivo militar, incluindo blindados, na região de Belém, na Cisjordânia, dois dias depois de ser adiada uma ofensiva contra as localidades palestinas autônomas de Beit Jala e Beit Sahour.
''Se temos que entrar em Beit Jala, é para ficar, mas não indefinidamente'', disse o ministro israelense da Defesa, Ben Eliezer, à rádio pública de Israel. ''Não temos o objetivo de atentar contra a população de Beit Jala, nem contra a de Belém, mas há elementos terroristas que as utilizam e não aceitaremos que se atire contra Gilo, no coração de Jerusalém, nossa capital'', acrescentou.
Na última terça-feira, houve disparos com armas automáticas a partir de Beit Jala, na direção do bairro de colonização judaica de Gilo, depois que, na noite anterior, o exército israelense fez uma incursão por Jenin, no Norte da Cisjordânia, a primeira por uma cidade autônoma desde o início da nova Intifada.
De acordo com os meios de comunicação israelenses, o premier do país, Ariel Sharon, afirmou quarta-feira à noite, a pessoas próximas a ele, que ''na primeira bala que dispararem contra Gilo, entraremos em Beit Jala''.
Eliezer afirmou ter cancelado a operação depois de receber informações indicando que Arafat se dispunha a proibir os disparos contra Gilo. Sempre segundo os meios de comunicação israelenses, o chefe da diplomacia do país, Shimon Peres, pediu o adiamento da operação para evitar o fracasso da eventual retomada das conversações para um cessar-fogo com os palestinos.


