Israel mantinha, ontem, seu dispositivo militar, incluindo blindados, na região de Belém, na Cisjordânia, dois dias depois de ser adiada uma ofensiva contra as localidades palestinas autônomas de Beit Jala e Beit Sahour.
''Se temos que entrar em Beit Jala, é para ficar, mas não indefinidamente'', disse o ministro israelense da Defesa, Ben Eliezer, à rádio pública de Israel. ''Não temos o objetivo de atentar contra a população de Beit Jala, nem contra a de Belém, mas há elementos terroristas que as utilizam e não aceitaremos que se atire contra Gilo, no coração de Jerusalém, nossa capital'', acrescentou.
Na última terça-feira, houve disparos com armas automáticas a partir de Beit Jala, na direção do bairro de colonização judaica de Gilo, depois que, na noite anterior, o exército israelense fez uma incursão por Jenin, no Norte da Cisjordânia, a primeira por uma cidade autônoma desde o início da nova Intifada.
De acordo com os meios de comunicação israelenses, o premier do país, Ariel Sharon, afirmou quarta-feira à noite, a pessoas próximas a ele, que ''na primeira bala que dispararem contra Gilo, entraremos em Beit Jala''.
Eliezer afirmou ter cancelado a operação depois de receber informações indicando que Arafat se dispunha a proibir os disparos contra Gilo. Sempre segundo os meios de comunicação israelenses, o chefe da diplomacia do país, Shimon Peres, pediu o adiamento da operação para evitar o fracasso da eventual retomada das conversações para um cessar-fogo com os palestinos.

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