Israel continuava, ontem, a incursão por Beit Jala-Belém, na Cisjordânia, um dia depois do assassinato do chefe da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), Abu Alí Mustafá, que os palestinos prometeram vingar.
Esta é a mais longa ocupação israelense de um território autônomo palestino na Cisjordânia desde o início da nova Intifada, em 28 de setembro passado. Ao mesmo tempo, 50 mil palestinos enterravam em Ramallah, (Cisjordânia) Mustafá, assassinado na cidade por mísseis disparados de helicópteros israelenses.
No Sul da Cisjordânia, o membro da Segurança palestina Fayad Abu Zeina, 23, morreu em consequência do disparo de um tanque israelense contra uma barreira palestina.
O exército israelense ocupou durante a noite de segunda-feira ''posições dominantes'' em Beit Jala, após disparos palestinos contra o bairro de colonos de Gilo, que feriram uma pessoa. ''Israel não tem a intenção de reocupar Beit Jala'', garantiu à AFP o porta-voz do premier de Israel Avi Pazner. ''Nosso único objetivo é impedir os disparos contra Gilo ou qualquer outro bairro de Jerusalém, leve o tempo que levar'', acrescentou.
Os palestinos atiravam ontem de manhã esporadicamente, com armas automáticas, contra os militares israelenses em Beit Jala e Gilo. Os soldados de Israel respondiam com rajadas de metralhadora. Durante o tiroteio, dois palestinos ficaram feridos.
O exército impôs um toque de recolher no setor de Beit Jala sob seu controle. Segunda-feira à noite, os militares israelenses derrubaram com escavadeiras 14 casas no setor de Rafa (Sul de Gaza), em uma incursão que durou várias horas, contaram fontes da Segurança palestina. Outras 14 casas sofreram danos durante a incursão, que deixou 22 feridos do lado palestino.
Nova incursãoTanques israelense entraram cem metros, ontem à noite no acampamento de refugiados de Deir el Balá, no setor palestino autônomo no sul da Faixa de Gaza, segundo uma fonte de segurança palestina.

mockup