Jerusalém
Israel libertou ontem 26 detentos palestinos, cumprindo um acordo firmado com a Jordânia após o fracassado atentado em Amã, quando agentes secretos israelenses tentaram matar um dirigente do movimento integrista palestino Hamas, anunciaram oficialmente.
Onze dos 26 prisioneiros foram transferidos de suas prisões para uma base militar israelense perto de Ramallah (Cisjordânia) e entregues à polícia palestina, informaram fontes penitenciárias. Dois foram levados para a Faixa de Gaza e os outros 13, entregues à Autoridade Palestina na cidade cisjordaniana autônoma de Jenin, segundo fontes militares.
Embora a identidade dos prisioneiros não tenha sido revelada, uma fonte oficial jordaniana disse que entre eles há vários militantes do Hamas, organização que assumiu a maioria dos atentados antiisraelenses dos últimos anos.
Um quase Estado Israel pretende propor aos palestinos ‘‘quase um Estado’’ com todos os símbolos de soberania, mas sem independência em matéria de Segurança e Relações Exteriores, informou ontem o jornal Yediot Aharonot. Segundo o jornal, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apóia esse projeto e o apresentará amanhã a seu Gabinete.
Dentro das negociações sobre o estatuto definitivo dos palestinos, Israel aceitará que disponham de bandeira, carteiras de identidade e moeda própria. O próprio primeiro-ministro israelense declarou várias vezes que esperava poder ‘‘chegar a um acordo sobre o estatuto final’’ dos territórios palestinos em 1998, ou, pelo menos, avançar ‘‘substancialmente nas negociações’’.

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