Israel liberta 500 palestinos presos
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
France Presse 
Jerusalém - Um total de 500 prisioneiros palestinos foram colocados em liberdade ontem e transferidos a representantes da Autoridade Palestina na Cisjordânia, informou o exército israelense. ''Os 500 prisioneiros chegaram aos postos de controle e foram levados de ônibus fretado pela Autoridade Palestina'', declarou um porta-voz do exército.
Por outro lado, os colonos israelenses anunciaram ontem sua firme determinação de impedir a aplicação do plano de retirada da Faixa de Gaza aprovado no domingo pelo governo de Ariel Sharon, ao passo que Israel procedeu à libertação de 500 presos palestinos.''O domingo foi um dia negro. Temos que admitir que seguimos para uma divisão do povo. Não permitiremos que esta evacuação se realize, mesmo que seja ao custo de vidas humanas, inclusive a minha'', advertiu Pinchas Wallerstein, líder dos colonos.
O governo israelense determinou no domingo a evacuação, em oito semanas, a partir de 20 de julho, de oito mil colonos de 21 assentamentos da Faixa de Gaza e outros quatro da Cisjordânia. No entanto, o rabino Yehiel Elnekaveh, do bloco de colônias de Gush Katif, na Faixa de Gaza, disse que não se deve verter uma única gota de sangue judeu.
Porém, destacou que a decisão do governo de retirar os colonos é contrária à Tora, que obriga os judeus a conservar Eretz Israel (nas fronteiras bíblicas) e a não evacuar os judeus de suas residências. Em um comunicado, o comitê de rabinos do Yesha sigla em hebraico do Conselho de Localidades Judias de Judéia-Samaria (Cisjordânia) e Gaza , a principal organização de colonos, afirmou que a ''Halacha (tradição religiosa judaica) estabelece que não se deve obedecer a um rei que atue contra a Torá.
Os elementos mais radicais da direita nacionalista israelense manifestaram seu apoio aos pedidos para que os militares desobedeçam as ordens de evacuar os colonos. Sharon e alguns ministros receberam nas últimas semanas muitas ameaças de morte anônimas. Os autores são provavelmente extremistas judeus que juraram impedir o plano de retirada.
Os prisioneiros foram levados em 15 ônibus que deixaram o centro de detenção de Ketziot, no deserto de Neguev (sul de Israel) e devolvidos aos territórios palestinos através de cinco pontos de passagem. Israel anunciou a intenção de libertar 900 prisioneiros palestinos, dos 7.600 que estão em suas prisões.
Um comitê conjunto israelense-palestino deve decidir quais serão os próximos 400 liberados. Em Ramallah, na Cisjordânia, o Conselho Legislativo Palestino (CLP, Parlamento) se reuniu para aprovar a composição do primeiro governo da era pós-Arafat, formado por 22 membros designados pelo premier Ahmed Qorei.


