Associated Press
De Beituniya
Israel libertou ontem 151 prisioneiros árabes, cumprindo os termos do acordo de paz com os palestinos, depois de alguns atrasos. Comboios de ônibus levando os prisioneiros foram recebidos por multidões, salvas de tiros e bandas de música na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Prisioneiros debruçavam-se nas janelas dos ônibus, fazendo sinal de vitória, embora ainda tivessem as mãos presas por algemas de plástico. ‘‘Mãe, ele está livre’’, gritava um garoto de dez anos num celular, ao ver seu irmão em um dos ônibus.
A libertação é uma questão delicada para ambos os lados. Os palestinos consideram os presos como heróis na luta pela independência, enquanto a maior parte dos israelenses se opõe à libertação daqueles que tenham matado israelenses em ataques terroristas.
Como parte do último acordo de paz, Israel libertou 199 prisioneiros em setembro e em 8 de outubro deveria libertar mais 151. A segunda libertação foi adiada por uma divergência sobre os nomes dos prisioneiros beneficiados. Um terceiro grupo deve ser libertado em dezembro, no início do Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos.
Entre os libertados ontem, estavam 109 palestinos e 42 presos de outros países árabes. Setenta e cinco estavam em prisão perpétua. Entre estes, 44 mataram árabes suspeitos de colaborar com Israel.

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