Mísseis israelenses atingiram ontem escritórios do movimento Fatah, de Yasser Arafat, e o quartel-general da polícia palestina em retaliação a um atentado à bomba numa estrada que matou dois trabalhadores romenos que estavam reforçando uma cerca na divisa de Israel com a Faixa de Gaza. Vinte palestinos ficaram feridos no ataque de mísseis, a maioria levemente.
A renovada violência foi acompanhada por dura guerra verbal, e nem israelenses nem palestinos expressaram qualquer otimismo em relação a recentes iniciativas de paz visando pôr fim a mais de sete meses de confrontos.
O ministro do Planejamento palestino, Nabil Shaath, disse que Israel declarou uma ‘‘guerra de terror’’ contra os palestinos. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, referindo-se ao ataque de mísseis, afirmou que ‘‘esta estratégia vai continuar até que pare a violência palestina’’.
No ataque da tarde de ontem de Israel, o Exército disparou cinco mísseis terra-terra contra a Cidade de Gaza. Palestinos nas ruas ouviram a aproximação deles e correram para se abrigar mesmo antes das explosões.
Policiais palestinos saíram correndo do murado quartel-general da polícia no centro da cidade enquanto colunas de fumaça negra subiam aos céus. Equipes de resgate correram para dentro do prédio, mesmo quando outros mísseis explodiam.
O tenente da polícia palestina Ahmed Abbas relatou que estava sentado numa cadeira no pátio quando caiu o primeiro míssil. Ele afirmou que foi jogado para o alto e o chão tremeu sob seus pés.
Quatro mísseis atingiram o quartel-general da polícia palestina – dois deles caíram num depósito de armas onde policiais têm seus fuzis reparados e guardam suas munições.
O ataque de mísseis ocorreu horas depois do assassinato dos dois trabalhadores romenos. Eles reforçavam uma cerca entre Israel e Gaza quando a bomba explodiu. Um terceiro romeno ficou ferido.

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