Israel julga chefe dad Fatah
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quarta-feira, 14 de agosto de 2002
Majeda El-Batch<BR>France Presse 
Tel AvivIsrael acusou formalmente ontem, de assassinato, o chefe do movimento palestino Fatah na Cisjordânia, Marwan Barghuthi, o mais importante responsável palestino julgado por um tribunal israelense, enquanto o exército israelense matava um líder do grupo radical Hamas na Cisjordânia.
Paralelamente, o ministro israelense das relações exteriores, Shimon Peres, reuniu-se ontem à noite com uma delegação palestina liderada por Saeb Erakat.
Barghuthi, de 43 anos, que chegou algemado ao tribunal de Tel Aviv, ouviu sua ata de acusação. É acusado de ''assassinatos, cumplicidade em homicídios, tentativa de assassinato, participação em uma organização terrorista e posse de armas e explosivos'', e pode ser condenado à prisão perpétua.
O promotor também o acusou de dirigir as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo armado vinculado à Fatah do presidente palestino Yasser Arafat. Esse grupo armado é rsponsável por sangrentos atentados antiisraelenses.
''Somente a paz e o fim da ocupação (israelense) darão segurança aos dois povos. O povo israelense paga um preço muito alto pela política de seu governo', disse Barghuthi aos jornalistas.
A primeira audiência de seu julgamento foi fixada para 5 de setembro e seus advogados questionam o direito de um tribunal israelense de julgá-lo.
MorteNa Cisjordânia, o corpo de Nasser Jarrar, chefe das Brigadas Ezzedín al Qassam em Jenin foi encontrado entre os escombros de uma casa destruida por disparos de obuses do exército israelense em Tubas. Outra casa no mesmo setor também foi destruida. O exército, que reconheceu ter matado Jarrar, o acusa de ter ''planejado recentemente atentados suicidas espetaculares em Israel''. ''Em maio de 2001, durante uma tentativa de atentado com bomba, ativou acidentalmente o artefato e perdeu dois dedos e um braço, mas já reiniciou suas atividades terroristas'', destacou.
Com sua morte, o número de vítimas mortais desde o começo da Intifada, em setembro de 2000, eleva-se a 2.441, entre os quais 1.797 palestinos e 601 israelenses.
MuralhaPor outra parte, o gabinete israelense de segurança aprovou o traçado do primeiro trecho de 107 km de um muro de proteção que terá um comprimento total de 350 km ao longo da ''linha verde'', que separa a Cisjordânia de Israel, para frear as infiltrações de camicases paletinos.
O traçado inclui cerca de seis assentamentos judeus. O primeiro trecho ''deverá estar terminado dentrou de oito ou nove meses'', segundo o diretor-geral do ministério da defesa, Amos Yaron.
ONUA enviada especial do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para os assuntos humanitarios, Catherine Bertini, se reuniu com Yasser Arafat em Ramallah (Cisjordânia), ontem.
NegociaçõesO ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, classificou a reunião realizada ontem à noite com o ministro palestino de Governo Local, Saeb Erekat, de ''positiva e séria''. No encontro, o ministro israelense disse ao representante palestino que seu país vai liberar 15 milhões de dólares em impostos arrecadados à Autoridade Nacional Palestina (ANP).


