Israel intercepta foguete disparado de Gaza
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sábado, 09 de dezembro de 2017
France Presse 
Jerusalém - O sistema antiaéreo israelense interceptou nesta sexta-feira (8) um foguete disparado a partir do território palestino da Faixa de Gaza, mas não houve vítimas, anunciou o Exército israelense. Pouco depois, o Exército informou o disparo de outro míssil em direção ao território israelense, sem mais detalhes. Em resposta, aviões e tanques israelenses bombardearam postos militares do movimento islâmico Hamas, que comanda a Faixa de Gaza desde 2007. Catorze pessoas ficaram feridas.
Este foi o segundo dia de incidentes depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que reconhecia Jerusalém como a capital de Israel. Essa decisão irritou muitos palestinos e o movimento do Hamas convocou uma "nova intifada", um levante popular.
Os mísseis e os bombardeios colocam fim a um frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas iniciado após a guerra de 2014, a terceira desde que o movimento islâmico assumiu o poder na Faixa de Gaza, em 2007.
ONU
Nesta sexta, em razão da decisão dos EUA, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) reuniu-se em regime de urgência. Embaixadores da França, Reino Unido, Itália, Suécia e Alemanha consideraram que a posição americana "não está conforme às resoluções do Conselho de Segurança" e "não favorece a perspectiva de paz na região". Eles também pediram que "todas as partes e todos os atores regionais trabalhem em conjunto".
O coordenador especial da ONU para a paz no Oriente Médio, Nikolai Mladenov, disse que a entidade está "muito preocupada com os riscos de uma escalada de violência" na região. Um vídeo com seu pronunciamento foi enviado de Jerusalém para ser exibido na reunião do CS.
Já a embaixadora americana na ONU, assegurou que Trump está comprometido em alcançar um acordo entre israelenses e palestinos. "Deixe-me assegurar-lhes novamente: o presidente e sua administração continuam empenhados no processo de paz", disse Nikki Haley. "Entendo as preocupações dos membros (do Conselho) ao convocar esta reunião. As mudanças são difíceis." A diplomata lembrou que o governo e o parlamento de Israel estão localizados em Jerusalém.


