Israel intensifica ataques ao Líbano
Beirute - Israel intensificou ontem a ofensiva no Líbano, onde o premiê Fuad Siniora implorou, com lágrimas nos olhos, a ajuda dos países árabes para obter um cessar-fogo imediato em seu país, vítima de novos bombardeios que voltaram a fazer dezenas de vítimas. No 27º dia de ataques, pelo menos 53 civis libaneses morreram nos bombardeios no sul e no leste do Líbano, num conflito que registra 1.039 mortos e 3.369 feridos desde o início da ofensiva.
Os F-16 israelenses atacaram sem descanso o país do Cedro, lançando morteiros nas estradas, nas aldeias do sul, no vale de Bekaa e leste e ao sul e na zona sul de Beirute. Os ataques mais mortíferos ocorreram num bairro até então poupado da periferia sul de Beirute, onde oito corpos foram retirados dos escombros de um prédio, e em Ghaziyé (sul do Líbano), onde 14 pessoas morreram na destruição de um grupo de casas. No vale de Bekaa, o bombardeio de três localidades fez 11 mortos.
Paralelamente, Siniora anunciou que os chefes da diplomacia árabe, reunidos em Beirute, apoiaram de forma inequívoca seu plano de sete pontos para pôr fim ao conflito entre Israel e o Hezbollah libanês. Durante entrevista à imprensa, Siniora declarou que os ministros das Relações Exteriores dos 22 membros da Liga Árabe mostraram em Beirute ''concordância total com as decisões do governo libanês''.
O Líbano solicitou que se modifique o projeto franco-americano de resolução do Conselho de Segurança da ONU para pôr fim às hostilidades entre Israel e o Hezbollah. O projeto pede ''o fim completo das hostilidades'', mas não menciona explicitamente um cessar-fogo ''imediato'' ou a retirada do exército israelense do sul do Líbano, onde mobiliza 10 mil militares. (France Presse)





