Israel ignora exigências de sequestradores
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sábado, 01 de julho de 2006
Jacques Pinto<br> France Presse 
Israel ignorou a exigência dos grupos armados que sequestraram um soldado israelense, e continuou os ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Os Estados Unidos afirmaram que ''a grave situação no Oriente Médio se deve ao apoio da Síria ao terrorismo''.
''Sete estradas usadas pelos grupos armados no norte e centro da Faixa de Gaza foram alvo dos ataques, cujo objetivo é impedir que o soldado capturado seja transferido de esconderijo'', explicou um porta-voz de Israel.
Um total de 350 obuses foram disparados pela artilharia israelense contra a Faixa de Gaza nas últimas horas, informou a fonte. Ontem, a aviação de Israel fez mais de 30 ataques dentro da operação Chuva de Verão, principalmente contra alvos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), no poder. O braço militar do Hamas assumiu a autoria do sequestro do cabo Gilad Shalit.
Israel ignorou a exigência feita pelos grupos armados que afirmaram ter capturado o soldado, de libertar mil prisioneiros. ''A comunidade internacional, os Estados Unidos e a Europa exigem há dias a libertação imediata e incondicional do cabo Shalit. Essa também é a posição de Israel'', afirmou o porta-voz da chancelaria israelense, Mark Regev. ''O premier Ehud Olmert foi claro nesse ponto. Se Shalit não for libertado, Israel fará o necessário para libertá-lo.''
Anteontem, durante um debate no Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Faixa de Gaza, o embaixador americano, John Bolton, afirmou: ''Não estaríamos aqui agora se não fosse porque a Síria apóia e abriga terroristas.'' Bolton pediu ao presidente sírio, Bachar al-Assad, que ''apóie os esforços internacionais para solucionar a crise''.
Segundo a TV israelense, o militar capturado, o cabo Gilad Shalit, está vivo e recebeu a visita de um médico palestino. Israel, por outro lado, negou que um segundo militar tenha sido sequestrado por um grupo armado palestino.
''Não se trata de um militar. Após uma investigação policial dessa questão, estabeleceu-se que ele está são e salvo, de férias no exterior'', disse Mickey Rozenfeld.
As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligadas ao movimento palestino Fatah, haviam anunciado na noite de ontem o sequestro de mais um soldado israelense, que ameaçaram matar se Israel não encerrasse a ofensiva nos territórios palestinos.


