Israel fica em alerta máximo
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domingo, 25 de abril de 2004
France Presse 
Jerusalém - Israel se encontrava ontem em estado de alerta máximo antes das celebrações do Dia da Recordação e das festas da independência, enquanto o primeiro-ministro Ariel Sharon trata de promover seu plano de separação e mantém sua ameaça de eliminar o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
Em um comunicado, o chefe do Governo se congratulou ontem pelos êxitos das forças israelenses, ''que mataram nos últimos dias 13 terroristas do Hamas e do Tanzim'', nome dado por Israel aos grupos armados vinculados ao Fatah.
''Mobilizamos todas as nossas forças para que o povo israelense se sinta seguro'', enquanto lembra seus seres queridos, afirmou aos jornalistas o comandante-chefe da polícia israelense, Shlomo Aharonichki.
O chefe da polícia lembrou que 21.781 israelenses morreram em combates ou em atentados desde a declaração da ONU, em novembro de 1947, sobre a divisão da Palestina.
Milhares de policiais, guardas fronteiriços e voluntários foram mobilizados em todos os setores ''sensíveis'' e se recomendou à população para ser ''sumamente vigilante'', enquanto se manteve o fechamento dos territórios palestinos, observou.
O movimento radical palestino Hamas multiplicou as ameaças de atentados depois dos assassinatos em Gaza de seu chefe, o xeque Ahmed Yassin, no dia 22 de março e de seu sucessor Abdelaziz al-Rantissi, no dia 17 de abril, em ataques da aviação israelense.
O Dia da Recordação começou oficialmente ontem às 19h30 locais (13h30 de Brasília). Às 20 horas, se observaria um minuto de silêncio enquanto soariam as sirenes em todo o país e hoje haverá cerimônias nos 43 cemitérios militares de Israel.
Imediatamente depois do final do Dia da Recordação, Israel celebrará a partir da noite de hoje o 56º aniversário de sua criação.
O esquema montado para esta ocasião será mantido devido à final da Euroliga de basquetebol, que se realizará em Tel Aviv de 29 deste mês a 1º de maio. Em seguida, no dia 2 de maio, haverá um referendo entre os 200.000 membros do partido Likud (direita, no poder) sobre o plano de separação unilateral dos palestinos.
Sharon convocou ontem os ministros do Likud para que se mobilizem com vistas ao referendo. Segundo seus assessores, o primeiro-ministro teria dito que renunciará se seu plano para evacuar unilateralmente quatro colônias da Cisjordânia e toda a Faixa de Gaza não for aprovado.
Ariel Sharon tratou de obter o apoio dos radicais de seu partido, ameaçando eliminar Arafat.
O líder da oposição trabalhista israelense, Shimon Peres, lamentou ontem a ameaça feita por Sharon contra Arafat.
''Acho que esse tipo de declaração é um erro porque une os palestinos em torno de Arafat e mobiliza os norte-americanos em favor de sua imunidade'', declarou Peres na emissora de rádio estatal.
''Sabemos que há conversações muito duras entre os palestinos a propósito de Arafat, mas continua sendo seu líder e encarna sua causa'', acentuou.


