JerusalémO Exército israelense impôs, na madrugada de ontem, um fechamento total da Cisjordânia e de Gaza, repetindo o procedimento de anos anteriores, para evitar ataques palestinos durante as festividades do Yom Kipur, que começaram na noite de ontem e prosseguem durante todo o dia de hoje. O fechamento, iniciado às 6 horas de hoje (horário local), terminará amanhã de manhã.
As passagens de fronteira do Egito para a Faixa de Gaza e da Jordânia para a Cisjordânia permanecerão fechadas, com a única exceção de casos humanitários.
Os comerciantes palestinos e outros que normalmente podem entrar em Israel também têm seu acesso vetado.
Desde sábado, as tropas israelenses que estão na maioria das cidades autônomas palestinas da Cisjordânia há quase três meses sob toque de recolher não permitem que os habitantes saiam de suas casas para comprar comida.
Na cidade de Hebron, membros do Exército cercaram o Mausoléu dos Patriarcas, local de veneração tanto para muçulmanos como para judeus, e impediram o acesso dos palestinos, como medida de proteção para os judeus que o visitam durante as festividades.
Danos em GazaO Exército de Israel entrou na madrugada de ontem em várias áreas da Faixa de Gaza Beit Lahia, Jan Yunis e Rafah e provocou danos materiais, informaram fontes locais.
Segundo as testemunhas, os tanques israelenses destruíram parte da rede elétrica nos arredores da cidade de Gaza. No distrito de Beit Lahia, campos de cultivo foram arrasados.
Os tanques israelenses também foram vistos na estrada entre Jan Yunis e Rafah, no sul desse território palestino, de 360 quilômetros quadrados.
O Exército israelense fez esta semana incursões quase diárias na Faixa de Gaza, onde na sexta-feira passada cerca de cinquenta tanques e outros veículos blindados mataram um palestino e derrubaram mais de vinte casas.
As facções da resistência palestina, que continuam seus ataques contra alvos israelenses dentro da Faixa de Gaza, mataram dois soldados esta semana.
Balanço da IntifadaO saldo de palestinos mortos desde o início da Intifada em setembro de 2000 é de 1.726 pessoas, enquanto do lado israelense o balanço é de 619 mortos, informou ontem o jornal israelense Haaretz. O total de palestinos feridos é de 19.649, segundo dados fornecidos pelo Crescente Vermelho. Desses, 4.647 foram por tiros, 5.461 por balas de borracha, 5.125 por bombas de gás lacrimogêneo e outros 4.416, por outros meios.

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