São Paulo - O Ministério de Defesa de Israel ordenou ontem o ''fechamento geral'' do território palestino ocupado da Cisjordânia durante os próximos dois dias para evitar a entrada de palestinos no país e possíveis confrontos.
O Exército de Israel também aumentou a segurança em torno da Cidade Velha de Jerusalém. Um palestino ficou ferido na cidade depois que a polícia restringiu a entrada de fiéis na mesquita de Al Aqsa, para as orações de sexta-feira.
O fechamento da Cisjordânia ocorre dias após o controverso anúncio israelense de que construiria mais 1,6 mil casas em Ramat Shlomo, bairro de colonização habitado por judeus ultraortodoxos na área oriental de Jerusalém, que tem população majoritária de árabes e foi anexado por Israel em 1967. O anúncio irritou o vice-presidente americano, Joe Biden, que estava em visita ao país e fez com que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, decretasse o fim das negociações indiretas que ainda eram planejadas.
O fechamento da Cisjordânia começou por volta da 0h de hoje (19h no horário de Brasília) e vai até as 0h do próximo domingo ''de acordo com a avaliação de segurança'', indica uma nota das Forças de Defesa de Israel. Os fechamentos, que não só impede a passagem dos palestinos ao território israelense, mas também ao território palestino ocupado - como no caso de Jerusalém Oriental - são frequentes durante as festividades oficiais de Israel, mas há anos não eram decretados fora dessas datas.
''Aumentamos a segurança dentro e ao redor de Jerusalém Oriental para impedir que haja revoltas após as orações da sexta-feira'', disse o porta-voz da polícia israelense Miki Rosenfeld.

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