Israel faz consultas sobre a retirada da Cisjordânia
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quinta-feira, 06 de março de 1997
Reuter 
JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, promoveu ontem uma cansativa série de consultas com membros do gabinete para decidir a abrangência da próxima fase da retirada de tropas da Cisjordânia.
O debate formal começou à noite e deve terminar hoje. Segundo previsões da imprensa israelense, a nova retirada (de áreas rurais) será aprovada no gabinete por 11 votos a 5, com uma abstenção. No Parlamento, 19 dos 66 membros do bloco governista são contra a medida - apoiada pela oposição esquerdista.
Fontes do governo disseram que a área a ser desocupada agora poderia abranger no máximo 10% da Cisjordânia (sendo que 8% seriam terrenos já sob controle político da Autoridade Palestina). Israel já retirou suas tropas da chamada zona A (urbana) da Cisjordânia, que abrange oito cidades (pouco mais de 3% do território), mas continua controlando parcialmente a zona B (27%) e totalmente a zona C (que engloba os demais 70%). As duas últimas são áreas predominantemente rurais.
Pelo acordo que possibilitou, em janeiro, a desocupação parcial de Hebron, o Exército israelense deve promover três retiradas das regiões rurais. A primeira está prevista para hoje; a segunda, para setembro; a última, para agosto de 1998. A abrangência desses redeslocamentos militares não foi definida. Entretanto, o governo israelense advertiu que, enquanto não forem fechados quatro escritórios palestinos em Jerusalém Oriental, não haverá nenhuma desocupação.
O presidente sírio, Hafez Assad, disse ao chanceler francês, Hervé de Charette, que a Síria quer retomar as negociações de paz com Israel, mas o governo israelense estaria bloqueando seus esforços. As conversações bilaterais estão suspensas há um ano.


