Israel faz apelo ao mundo para que expulsem Irã da ONU
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quinta-feira, 27 de outubro de 2005
France Presse 
Jerusalém - Israel pediu ontem à comunidade internacional que expulse o Irã da ONU, em reação às declarações do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, nas quais pediu que o Estado hebreu fosse apagado do mapa.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou ontem que ''um Estado que pede o extermínio de outro povo não pode ser membro das Nações Unidas. (...) É um perigo não só para Israel e o Oriente Médio como também para a Europa''.
O primeiro-ministro fez estas declarações ao término de um encontro em Tel Aviv com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov. O ministro israelense das Relações Exteriores, Sylvan Shalom, enviou mensagens a seus pares em todo o mundo para pedir que atuem ''para pôr fim à incitações do Irã contra Israel''.
Segundo um comunicado da chancelaria, os embaixadores de Israel no mundo receberam instruções para que procedam da mesma forma com os ministros das Relações Exteriores dos países nos quais se encontrem.
''As intenções do Irã são perigosas, já que este país quer possuir a arma atômica e mísseis de longo alcance'', disse por sua vez o vice-primeiro-ministro israelense, Shimon Peres, ao lado do chanceler russo. ''É a primeira vez desde a criação da ONU que um de seus integrantes faz um apelo aberto pela destruição de outro membro'' da organização, disse Peres, citado pela rádio israelense.
Na quarta-feira, Peres classificou de ''crime contra a humanidade'' as declarações do presidente iraniano durante uma conferência intitulada ''O mundo sem sionismo'', e afirmou que é ''inconcebível que na direção de um país membro da ONU esteja um homem que tenha invocado um genocídio''.


