Jerusalém Se não houver acordo com os palestinos, Israel deverá começar a aplicar seu plano de separação unilateral na Cisjordânia dentro de seis meses, afirmou o número dois do gabinete israelense, Ehud Olmert. ''Pelas minhas estimativas, daqui até o mês de junho nossos preparativos na perspectiva de uma separação unilateral estarão terminados. E este plano prevê que a retirada de certas colônicas começará a ser aplicada na segunda metade do ano'', declarou em uma entrevista publicada ontem pelo jornal Jerusalem Post.
Olmert, ministro do Comércio e da Indústria, assegurou que um acordo com os palestinos seria preferível, mas acrescentou que duvida da possibilidade de um entendimento com a Autoridade Palestina em um futuro próximo.
Palestinos denunciam A Autoridade palestina denunciou ontem as declarações de um dirigente israelense que implicariam uma ameaça de impor aos palestinos um plano de separação unilateral ao longo dos próximos seis meses, e afirmou que tal solução vai fracassar. ''A ameaça israelense não visa unicamente os palestinos, como também o 'mapa da paz' elaborado pelo Quarteto'' (Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU), declarou à AFP Nabil Abu Rudeina, principal assessor do dirigente palestino Yasser Arafat.
''Uma separação unilateral que não se apóie nos acordos firmados e no direito internacional constituirá um fato sem precedentes e não conduzirá à paz'', acrescentou Rudeina.
Parlamento aprova O Parlamento israelense aprovou ontem, por maioria, a declaração do primeiro-ministro Ariel Sharon na qual ameaça aplicar unilateralmente, nos territórios palestinos, uma série de medidas destinadas a ''reforçar a segurança dos israelenses''. Dos 90 deputados presentes, do total de 120, 51 votaram a favor.

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