Policiais tomaram o controle das primeiras casas sem enfrentar muita resistência
Policiais tomaram o controle das primeiras casas sem enfrentar muita resistência | Foto: Thomas Coex/AFP



São Paulo - As forças de segurança de Israel começaram nesta quarta-feira (1º) a expulsar, a pedido da Suprema Corte, entre 200 e 300 colonos judeus do assentamento de Amona, construído sem autorização na Cisjordânia. Policiais tomaram o controle das primeiras casas sem encontrar muita resistência, com exceção de alguns jovens que lançaram pedras.

Os colonos começaram a se instalar em Amona a partir do fim dos anos 1990. A Suprema Corte israelense ordenou a evacuação antes de 8 de fevereiro, considerando que as casas foram construídas em terras privadas palestinas. Trata-se, portanto, de uma colônia ilegal do ponto de vista do direito que Israel aplica à maioria da Cisjordânia, um território palestino ocupado desde 1967.

Horas antes, o governo havia autorizado a construção de 3 mil novas casas em assentamentos regulares na Cisjordânia. Israel tem acelerado a expansão de assentamentos desde a chegada de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro. Desde então, já foram anunciadas 6 mil novas casas em territórios palestinos. Visto com bons olhos pela direita israelense, o republicano demonstrou apoio aos assentamentos, que são alvo de controvérsia.

A comunidade internacional considera que a expansão de assentamentos israelenses representa um entrave para as negociações para a criação de um Estado palestino na Cisjordânia. Ademais, leis internacionais proíbem a transferência de civis para territórios ocupados.

O governo israelense justifica a expansão de assentamentos para atender à demanda por moradias e para "retornar à vida normal". Atualmente, cerca de 385 mil colonos judeus vivem em 131 assentamentos autorizados pelo governo israelense e outras 97 localidades irregulares na Cisjordânia.

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