Israel exige promessas de presos
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sexta-feira, 01 de agosto de 2003
France Presse 
Jerusalém Os prisioneiros palestinos que Israel pretende libertar terão que assinar um documento prometendo não praticar mais crimes, revelou ontem a rádio estatal israelense.
A comissão interministerial encarregada da questão em Israel decidiu que os presos palestinos só serão libertados se assumirem este compromisso por escrito, destaca a rádio.
Em caso de reincidência, os presos terão que cumprir o resto da pena.
Israel prometeu libertar nos próximos dias 540 prisioneiros palestinos, incluindo 210 islamitas não implicados em atos de violência com morte e 100 presos comuns.
Os palestinos exigem a libertação de todos os 6 mil presos palestinos confinados nas prisões israelenses. A libertação destes presos é uma das principais condições dos grupos armados palestinos para manter a trégua unilateral de três meses decretada no final de junho passado.
Sharon adverte O primeiro-ministo israelense Ariel Sharon advertiu os palestinos que Israel não vai tolerar no futuro que sejam desrespeitados itens do projeto de paz em execução, informa ontem a imprensa israelense.
''A experiência passada nos mostrou que a maior falta que se pode cometer depois de ter chegado a um acordo é fechar os olhos e desrespeitar itens que parecem secundários'', advertiu Sharon.
Neste sentido, Sharon se referiu à França e à Grã-Bretanha antes da Segunda Guerra Mundial contra Adolf Hitler, destacando que ''a moderação das democracias frente às violações dos acordos por parte da Alemanha nazista acabou levando à guerra''.
''Durante os três últimos anos, pagamos um preço alto porque as organizações terroristas (palestinas) não foram desarmadas e as incitações à violência contra Israel continuaram'', acrescentou Sharon.


