Aumentaram ontem as especulações de políticos e partidos israelenses sobre a composição da nova coalizão governista do país depois da eleição do trabalhista Ehud Barak como primeiro-ministro, no lugar de Benjamin Netanyahu.
Em meio à mudança, o ‘‘falcão’’ Benny Begin, filho do ex-primeiro-ministro Menahem Begin, anunciou ontem que se retirará da política depois do fracasso de seu partido ultranacionalista nas eleições de segunda-feira. O partido de Begin, Unidade Nacional, não tem possibilidades de participar do governo Barak porque obteve apenas três cadeiras no parlamento.
O primeiro-ministro eleito disse que iniciará as negociações sobre a coalizão no domingo. É possível que Barak lidere um governo de centro-esquerda, em vista dos resultados das eleições, mas observadores acreditam que ele preferirá uma ampla base que permita alcançar uma solução permanente para o conflito com os palestinos.
Sua aliança ‘‘Um Israel’’ ficou com 27 das 120 cadeiras da Knesset e é agora a principal força no parlamento israelense. Segundo os jornais, Barak pode pedir que o Likud de Netanyahu, que obteve 19 cadeiras, se una a um governo de união nacional.
Outra possibilidade é a adesão do ultra-ortodoxo Shas que se transformou na terceira força da Knesset, com 17 cadeiras. Mas a maioria dos aliados dos trabalhistas preferem que o radical Shas fique de fora do governo.
Barak tem 45 dias para formar o governo e enquanto isso Netanyahu permanece no cargo. Uma declaração da Autoridade Nacional Palestina exortou Barak a reativar o estancado processo de paz, retomando as conversações e implementando os acordos firmados.

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