Israel entra em uma nova era política
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terça-feira, 18 de maio de 1999
Deutsche Presse 
Os israelenses despertaram ontem com um novo primeiro-ministro eleito e uma nova realidade política depois que o trabalhista Ehud Barak, líder da aliança de oposição Um Israel, obteve uma consagradora vitória nas eleições realizadas anteontem.
Apurados mais de 90 por cento dos votos, Barak estava com 56,1 por cento dos votos enquanto o atual premier Benjamin Netanyahu tinha 43,8 por cento. Os resultados finais só serão divulgados no fim da semana depois que os votos dos soldados forem computados.
Os analistas assinalam ontem que Barak tem três opções para formar uma coalizão de governo. Uma delas seria unindo-se a partidos não religiosos, seculares, de centro-esquerda; outra seria juntando-se a grupos de centro e religiosos ou ultra-ortodoxos, ou então ignorar ambos e formar uma coligação com o Likud e os partidos de centro.
Em um discurso na praça do centro de Teel Aviv que leva o nome do premier Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, Barak se referiu à necessidade de conciliação e unidade depois de uma dura campanha eleitoral. Vim para agradecer a todos os que deram seu coração e alma à campanha. Estou orgulhoso de ser vosso primeiro-ministro e também o premier daqueles que não votaram em mim. Serei o primeiro-ministro de todos os israelenses, disse a dezenas de milhares de partidários reunidos na praça.
Ao lado da mulher e de líderes dos partidos da aliança Um Israel, o novo premier prometeu fazer avançar o processo de paz com os palestinos que está estancado desde que Netanyahu assumiu o poder. Barak ressaltou porém quatro condições para que as negociações evoluam: Jerusalém unida sob nossa soberania para sempre. Não deveremos voltar nunca às fronteiras que existiam em 1967. Nenhum exército estrangeiro será estacionado a oeste do rio Jordão. A maioria dos assentamentos na Cisjordânia e Gaza permanecerão sob jurisdição israelense.
O premier Netanyahu, que anunciou sua saída da liderança do Likud, felicitou Barak pela vitória, ressaltando que o povo decidiu elegê-lo e essa vontade deve ser respeitada. Tenho muito para dar ao país mas chegou o momento de dar uma pausa... É hora de dedicar meu tempo a minha esposa e meus filhos e pensar no futuro, disse Netanyahu, ao lado da mulher Sara e do ministro do Exterior, Ariel Sharon.


