O exército israelense penetrou ontem em uma zona controlada pela Autoridade Palestina, matando um adolescente e destruindo cerca de vinte residências, duas semanas depois de uma operação semelhante que desencadeou violentas críticas em Washington. Esta nova incursão aconteceu nos momentos em que o chefe da diplomacia israelense, Shimon Peres, prepara-se para se reunir com seu colega norte-americano Colin Powell a fim de discutir o plano jordano-egípcio que prevê o fim da violência e o reinício das negociações com os palestinos.
Mahmud Akel, de 17 anos, morreu com um tiro no peito durante tiroteios entre palestinos e soldados israelenses no setor palesitno autônomo de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Os soldados israelenses penetraram vários metros no setor palestino autônomo de Rafah, apoiados por três tanques e duas escavadoras, que destruíram 19 casas e danificaram uma mesquita, antes de retirar-se.
Com esta nova vítima, eleva-se para 508 o total de mortos nos territórios palestinos e em Israel desde o começo da Intifada (rebelião).
Um porta-voz do exército declarou em Jerusalém que foi uma operação ‘‘precisa’’ para localizar ‘‘locais onde se escondiam terroristas em Rafah, depois dos três ataques com bombas contra nossas forças na fronteira com Egito e Gaza, que não causaram feridos’’. ‘‘Nossas forças foram também alvo de vinte lançamentos de granadas nessa mesma estrada e nossa operação em Rafah, que já terminou, pode ser considerada como uma reação de legítima defesa’’, adiantou o porta-voz.
Perto da colônia de Neve Dekalim, no mesmo setor, um israelense escapou de uma emboscada palestina. Seu veículo foi alvo de numerosos disparos, adiantou o porta-voz.
Milhares de palestinos se concentraram ontem de manhã no local para denunciar a incursão israelense.

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