Jeém Israel se preparava ontem para um conflito com o Iraque, enquanto enfrenta com a Bélgica uma crise desde que, na véspera, a justiça belga autorizou que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, seja julgado por seu papel no massacre dos acampamentos de refugiados de Sabra e Chatila (Líbano).
Segundo a rádio pública, ontem começou uma nova etapa nos preparativos em previsão de uma guerra no Iraque, pois o exército israelense convocou os reservistas que deverão manipular as baterias de mísseis antimísseis que acabam de ser instaladas no país. Entrevistados pela AFP, responsáveis do exército não quiseram comentar esta informação.
Além dos preparativos militares por causa de uma eventual resposta iraquiana a um ataque norte-americano, Israel também começou a tomar medidas de proteção para a população civil em caso de ataque químico ou bacteriológico.
''Não há razão para pânico (...), tomamos todas as medidas necessárias'', disse Ariel Sharon, pedindo que os cidadãos ''fiquem calmos''.
Durante a guerra do Golfo de 1991, o Iraque lançou 39 mísseis Scud convencionais contra Israel, deixando um saldo de dois mortos, centenas de feridos e sérios prejuízos materiais.

mockup