Israel em alerta devido ao Ramadã
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sábado, 09 de novembro de 2002
France Presse 
Jerusalém As forças de segurança israelenses foram mobilizadas em massa, ontem, em Jerusalém para a primeira sexta-feira do Ramadã, o mês de jejum e orações muçulmano, e o exército, por sua vez, matou dois palestinos na Cisjordãnia.
Cerca de 130 mil fiéis muçulmanos se reuniram na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém oriental para as orações do meio-dia, segundo um porta-voz da polícia israelense. Batalhões de choque apoiados por agentes federais e policiais a cavalo foram espalhados em volta da parte velha da cidade.
Localizada na parte velha da cidade, do lado oriental (ocupada e anexada por Israel em 1967), a Esplanada abriga as mesquitas de Al Aqsq e o Domo (cúpula) da Rocha, terceiro lugar mais sagrado do Islã, depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita.
Foi nesta Esplanada das Mesquitas que começou a segunda Intifada palestina, no final de setembro de 2000, depois de uma polêmica visita do líder da direita israelense e atual premier Ariel Sharon ao local.
Incidentes Por outro lado, ao norte da Cisjordânia, soldados israelenses mataram dois palestinos em dois incidentes diferentes.
No vilarejo de Tel, perto de Nablus, um palestino morreu quando se dirigia à mesquita, ignorando o toque de recolher, segundo testemunhas.
Militares israelenses mataram outro palestino na quinta-feira à noite quando revistavam o campo de refugiados de Tulkarem.
Pesquisa Já no cenário político-eleitoral, uma pesquisa sobre as eleições primárias, dentro do Likud (direita nacionalista), publicada ontem pelo diário Maariv dá a Sharon 48% das intenções de votos entre os aproximadamente 300.000 membros do partido que elegerão seu líder durante as próximas semanas, em compração aos 38% de seu adversário, o chefe da diplomacia Benjamin Netanyahu.


