Israelenses e palestinos realizarão hoje uma reunião de alto nível, a primeira nos últimos dois meses, por iniciativa dos Estados Unidos, que estão tentando mais uma vez salvar o moribundo processo de paz.
A reunião se realiza sem que os norte-americanos tenham conseguido convencer Israel a aceitar seu plano de uma retirada militar de 13,1% na Cisjordânia.
Os participantes na reunião têm reputação de moderados em ambos os lados: o ministro israelense de Defesa, Yitzhak Mordehai, e o número dois da OLP, Mahmud Abbas.
Mordehai declarou publicamente que Israel deve aceitar a proposta norte-americana e advertiu contra o risco de uma explosão de violência se o processo de paz fracassar.
Abbas, um dos artífices dos acordos de Oslo com Israel em 1993 e frequente interlocutor dos israelenses, se reuniu nvamente sexta-feira com o chefe da oposição trabalhista, Ehud Barak, informaram fontes deste movimento.
A tarefa que espera Mordehai e Abbas é enorme, levando-se em conta as profundas divergências entre as duas partes. Além disso, Mordehai não conta com muita margem de manobra.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu dar a Mordehai ‘‘todos os poderes necessáiros’’ para chegar a uma decisão sobre a retirada na Cisjordânia e assinalou que o acordo está ‘‘ao alcance das mãos’’.
Mas o secretário geral do governo, Danny Naveh, afirmou ontem em uma entrevista à televisão que Mordehai deve ‘‘coordenar’’ sua ação com o primeiro-ministro e lembrou que o Gabinete tem ‘‘a última palavra’’.
O Gabinete palestino, por sua parte, pediu a Israel em um comunicado que ‘‘ponha fim às manobras dilatórias’’ e aceite a proposta norte-americana de retirada.

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