Israel e palestinos voltam a negociar
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
France Presse 
France PresseEncontroO primeiro-ministro britânico, Tony Blair, recebido com honras pelo presidente da Autoridade Palestina, em GazaO premier britânico, Tony Blair, confirmou ontem, em Gaza, a celebração de negociações israelense-palestino-americanas em Londres no começo de maio.
Os Estados Unidos anunciarão rapidamente que convidarão o presidente palestino e os dirigentes israelenses a participar de reuniões bilaterais em Londres no dia 4 de maio, disse Blair em coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
Acolhemos favoravelmente esta proposta. A acolhemos com gosto, respondeu Arafat.
Blair explicou que essas negociações serão centradas nas propostas americanas para desbloquear o processo de paz, que estão num beco sem saída há mais de um ano.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou domingo, depois de uma reunião com Blair em Jerusalém, que estava disposto a participar de negociações com os palestinos em Londres.
Segundo um responsável israelense, estas negociações implicariam reuniões separadas de Netanyahu e Arafat com a secretária de Estado americano, Madeleine Albright.
A tarefa será muito difícil, advertiu Blair, agregando que os acordos de paz israelense-palestinos de Oslo deveriam ser encaminhados novamente.
Washington confirma O Departamento de Estado confirmou ontem que a secretária de Estado americana, Madeleine Albright, vai se reunir no dia 4 de maio em Londres, separadamente, com o premier israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente palestino, Yasser Arafat.
O objetivo desses encontros será determinar se as idéias propostas pelos Estados Unidos podem ser a base de um avanço visando a reativação do processo de paz israelense-palestino, precisou o porta-voz do departamento de Estado.
Essas idéias se referem em particular à retirada militar israelense da Cisjordânia.
O porta-voz se referiu mais uma vez à ameaça dos Estados Unidos de abandonar o processo de paz, sem excluir esta possibilidade de a reunião de Londres terminar em fracasso.


