Palestinos e israelenses se reuniram ontem pela primeira vez desde o fracassso da reunião de cúpula de Camp David. Os encontros foram em Gaza, onde discutiram questões ligadas ao estatuto final dos territórios palestinos, e em Jericó, onde conversaram sobre a aplicação dos acordos interinos.
‘‘Vamos falar sobre um mecanismo capaz de relançar as negociações sobre o estatuto final’’, informou o negociador palestino Mohamed Dahlan, antes de se encontrar com o colega israelense, Shlomo Ben Ami, ministro de Segurança Interior. O ministro palestino encarregado dos prisioneiros, Hicham Abdelrazek, também participou da reunião. Segundo fontes palestinas, 1650 prisioneiros palestinos continuam presos em Israel.
Paralelamente, negociadores palestinos e israelenses se reuniram na cidade de Jericó, na Cisjordânia, para discutir a aplicação dos acordos interinos. A delegação israelense era liderada por Oded Eran, enquanto Saeb Erakat dirigia a palestina.
‘‘Abordamos a maioria das questões relativas ao processo de paz em Camp David’’, declarou aos jornalistas Eran, após o encontro de duas horas. Ele classificou a discussão de ‘‘geral’’, informando que as duas partes voltarão a se reunir durante a semana.
‘‘Falamos da libertação de prisioneiros (palestinos), da terceira retirada israelense da Cisjordânia e de assuntos econômicos’’, acrescentou Erakat, revelando que a próxima reunião está marcada para esta terça-feira.
As duas reuniões, a de Gaza e a de Jericó, acontecem em plena campanha diplomática de Yasser Arafat para garantir o máximo apoio internacional às suas posições.
O líder palestino visitou ontem a Arábia Saudita, onde abordou com o rei Fahd e com o príncipe-herdeiro Abdalá a questão de Jerusalém, informou o embaixador palestino no reino, Mustafá Hachem Jeque Dib.
Arafat deixou a Arábia Saudita rumo ao Iêmen, onde permanceu durante algumas horas, viajando em seguida para o Marrocos, onde se encontrou com o rei Mohamed VI e com o soberano da Jordânia, Abdalá II.

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