Negociadores palestinos e israelenses retomaram ontem em Nova Yorque com a mediação do governo americano, as conversações de paz interrompidas após a fracassada cúpula de Camp David (EUA), em julho.
As duas delegações vão reunir-se em separado com representantes americanos para redigir propostas sobre as quais se chegue a um consenso, com ênfase para Jerusalém Oriental.
Embora nesse meio tempo as duas partes tenham aparentado irredutibilidade em relação às questões-chave para um acordo final de paz, a imprensa americana e israelense tem destacado que vários fatores podem impulsionar o diálogo.
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, precisa do acordo para manter-se no governo, o presidente americano, Bill Clinton – no último ano de seu mandato – quer deixar a paz no Oriente Médio como legado de sua administração e os palestinos sabem que se Barak deixar o poder em Israel e for substituído por um líder de direita, nem mesmo as concessões feitas por Israel em Camp David estarão asseguradas.
No primeiro dia de reuniões, o chanceler israelense, Shlomo Ben Ami, afirmou aos jornalistas que seu país ‘‘não fará mais concessões’’ e os palestinos também se mostraram irredutíveis. Um de seus representantes, coronel Mohamed Dahlan, disse que Israel ‘‘cometia uma loucura ao exigir maior flexibilidade dos palestinos na questão dos lugares santos na Cidade Velha de Jerusalém Oriental, cidade reivindicada pelos dois povos como sua capital.

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