Israel e palestinos de Gaza estabelecem trégua
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quarta-feira, 14 de março de 2012
France Presse 
Jerusalém - Israel e os grupos armados palestinos de Gaza acertaram uma trégua na noite de terça-feira, depois de quatro dias de ataques aéreos israelenses, que deixaram 25 palestinos mortos, e de disparos de foguetes contra o território israelense.
Na noite de segunda-feira uma fonte da inteligência egípcia havia anunciado um cessar-fogo ''completo e recíproco'' entre Israel e os palestinos após quatro dias de violência.
''Um acordo completo e recíproco para acabar com as hostilidades atuais entre as duas partes, incluindo a suspensão dos assassinatos, entrou em vigor na madrugada desta terça-feira'', revelou a fonte, envolvido na mediação egípcia para acabar com a violência na Faixa de Gaza.
''Parece que chegamos ao fim de um ciclo de violência'', ressaltou, por sua vez, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, em um comunicado, indicando que ''mais de 250 foguetes foram lançados contra Israel''.
''O governo e o povo palestinos não podem aceitar os falsos pretextos da ocupação para justificar os assassinatos'', afirmou o chefe de governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, citado em um comunicado.
A trégua, no entanto, é frágil. Um foguete Grad, disparado de Gaza na direção da cidade israelense de Beersheva foi interceptado no começo da noite por uma bateria antimísseis sem provocar vítimas, informou a polícia.
Segundo a imprensa israelense, as baterias móveis do sistema antimísseis Iron Dome (domo de ferro) devem se manter mobilizados esta semana nos arredores das cidades de Ashdod, Ashkelon e Beersheva, na fronteira com o enclave palestino.
O grupo Jihad Islâmica - cujo braço armado, as Brigadas Al-Qods, perdeu 14 combatentes nos ataques e reivindicou a maioria dos disparos contra Israel - confirmou o cessar-fogo, mas lembrou que a condição para o acordo é que a trégua seja recíproca. ''Aceitamos um cessar-fogo se Israel aceitar a aplicação com o fim de seus ataques e assassinatos'', afirmou o porta-voz do grupo, Daud Shehab.
O novo ciclo de violência foi desencadeado na sexta-feira com o assassinato de Zuheir al-Qaissi, chefe dos Comitês de Resistência Popular (CRP), acusado por Israel de preparar um atentado. Qaissi morreu quando a moto em que viajava foi atacada por um avião de combate israelense. No total, 25 palestinos foram mortos por Israel desde o início dos ataques, na sexta-feira passada, que deixaram ainda 83 feridos.


