Israel e Palestina apostam nos EUA
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sábado, 29 de março de 1997
France Presse, de Jerusalém 
AFP/Jamal AruriCrise prolongadaAs forças israelenses continuam atuando em estado de alerta máximo para evitar novos confrontos com palestinos Israel e a Autoridade Palestina esperam para os próximos dias uma nova iniciativa dos Estados Unidos para tentar a reativação do processo de paz, que continua em ponto morto.
Em sua curta visita a Jerusalém, anteontem, o emissário norte-americano Dennis Ross exigiu primeiro o fim da violência entre Israel e palestinos, sem defender a causa palestina de que o Estado hebreu suspenda a construção de um novo bairro colonial em Jerusalém Leste.
Depois da rodada de consultas de Dennis Ross com as duas partes, a crise está longe de uma solução: Israel mantém o bloqueio dos territórios ocupados - o que coloca em paralisação técnica cerca de 50 mil palestinos - e suas forças de segurança se encontravam em estado de alerta máximo para evitar confrontos, ou atentados no Dia da Terra, ontem. Desde 1976, no dia 30 de março de cada ano se comemora a luta contra os confiscos de terras sofridos pelos árabes israelenses e palestinos.
Prevemos uma maior intervenção dos norte-americanos depois das festas de Páscoa para impedir o afundamento do processo de paz, disse à AFP um dirigente israelense, que pediu o anonimato. Também informou que Ross havia proposto às duas partes um código de conduta que descarte o recurso à violência e um processo de entendimento para que incidentes eventuais não degenerem em um conflito generalizado.
A bola está no campo dos Estados Unidos e dos israelenses, declarou ontem à AFP o secretário geral do Gabinete palestino, Ahmed Abel Rahmán. Informamos a Ross da situação. Agora cabe aos norte-americanos dizerem a Israel que suspenda a colonização, unindo sua voz à da comunidade internacional, adiantou.


