Israel e Jordânia trocam prisioneiros
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
France Presse Jerusalém e Amã 
France presseRecomeçoO negociador norte-americano Dennis Ross (ao centro) recomeça o esforço para aproximar israelenses e palestinosIsrael libertou ontem 22 presos políticos palestinos, em troca da libertação de dois de seus agentes, que estavam detidos na Jordânia, informou a emissora de rádio estatal israelense.
Os prisioneiros foram libertados no momento da chegada a Israel dos dois agentes implicados em uma tentativa de assassinato de um dirigente islamita do Hamas, no dia 25 de setembro em Amã, segundo a rádio.
Israel autorizou também ontem o retorno a Gaza do guia espiritual de Hamas, o xeque Ahmed Yassin, que foi libertado na quarta-feira passada de uma prisão israelense e levado para a Jordânia.
Em Amã, ontem pela manhã, a Jordânia libertou os dois agentes israelenses responsáveis por um atentado contra um dirigente do Hamas em Amã. Os dois deixaram o território jordaniano em um helicóptero com destino a Israel, segundo uma fonte jordaniana.
Informou-se, por outro lado, na capital da Jordânia, que Israel vai libertar proximamente 50 presos palestinos, entre eles alguns membros do Hamas, como compensação pela libertação na Jordânia dos autores do atentado contra um dirigente do Movimento de Resistência Islâmica.
Por outro lado, Israel fará concessões quanto à questão palestina, nas negociações de paz e quanto aos acordos ainda suspensos com a Jordânia, precisaram as mesmas fontes, sem dar detalhes sobre o assunto.
Os 22 presos libertados por Israel foram apresentados como detidos políticos palestinos. Mas, na realidade são jordanianos, e os outros 50 detidos palestinos serão libertados posteriormente, segundo garantiu Netanyahu ao rei Hussein (da Jordânia), segundo as mesmas fontes.
Um alto dirigente jordaniano disse à AFP que a decisão do rei Hussein de libertar os dois agentes do Mossad, serviço secreto israelense, autores do atentado cometido a 25 de setembro passado em Amã contra um dirigente do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechaal, tem por objetivo dar ao mundo inteiro provas irrefutáveis da participação de Israel no atentado.


