Israel é criticado por ataque em Gaza
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domingo, 08 de dezembro de 2002
France Press 
Jerusalém - Israel foi alvo, ontem, de violentas críticas da comunidade internacional, um dia depois de sua incursão no acampamento de refugiados de Bureij, na Faixa de Gaza, que deixou dez mortos e 19 feridos palestinos.
Cerca de 40 tanques e veículos blindados, apoiados por helicópteros de assalto, participaram na operação, cujo objetivo declarado era demolir a casa de Aiman Chechnya, um líder local do Movimento de Resistência Islâmica Palestino (Hamas).
As autoridades israelenses destacaram que seis dos mortos pertenciam ao Hamas e dois deles a seu braço armado, as Brigadas Ezzedin al Qassam, e justificaram a ação de suas tropas alegando muitos alertas sobre atentados terroristas palestinos.
Mas vários civis, principalmente dois funcionários da Agência da ONU para ajuda aos refugiados da Palestina, se encontram entre as vítimas e vários feridos são crianças.
A operação foi condenada pelos Estados Unidos, União Européia (UE), ONU e inúmeros responsáveis internacionais. A Autoridade Palestina condenou este ''massacre'' e pediu ao Quarteto (Estados Unidos, ONU, Rússia e União Européia) ''que atue com urgência para obter o cessar dos crimes e horrores cometidos por Israel e garantir a proteção do povo palestino''.
Apesar de achar que Israel tem o direito de se defender, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, declarou que ''os israelenses também devem ficar conscientes das consequências de suas ações''.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, enfatizou que muitas das vítimas do ataque foram civis e assinalou que se sentia profundamente comovido pelo ocorrido.
A UE ''condenou energicamente'' esta operação, assim como o ''uso excessivo da força por parte de Israel contra civis inocentes'', declarou, por sua parte, em Copenhague, o ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Per Stig Moeller, cujo país ocupa atualmente a presidência do grupo.
O Alto Representante da UE para a política externa, Javier Solana, se declarou ''consternado'' com a ação das forças israelenses em uma zona civil.


