France PresseMulher israelense protesta contra os entendimentos com os palestinos

JERUSALÉM - Israelenses e palestinos começaram a redigir um esboço do aguardado acordo para a desocupação de Hebron, mas divergências de última hora reduziram as esperanças dos dois lados de terminá-lo ontem. ‘‘Provavelmente não conseguiremos concluir o esboço esta noite, mas continuaremos trabalhando até conseguir’’, disse um funcionário da Autoridade Palestina (AP).
Momentos antes, o negociador palestino Mahmoud Abbas já havia revelado o surgimento de ‘‘problemas importantes na redação e nas emendas’’ (sem dar detalhes), mas se mostrara otimista: ‘‘Esperamos poder concluir o documento esta noite‘‘. Se isto acontecer, a reunião de cúpula (para a assinatura) ocorrerá ainda hoje.
Ontem, o departamento de Estado norte-americano, por meio de seu porta-voz, Nicholas Burns, também confirmou a necessidade de maiores negociações antes de se chegar à assinatura final do acordo sobre Hebron. ‘‘Mesmo com o bom trabalho realizado pelo mediador norte-americano, ainda não existe entendimento e permanece a necessidade de trabalhos adicionais dos dois lados antes de se obter um acordo’’, afirmou Burns.
O maior entrave para o pacto foi removido domingo, quando - sob mediação do rei Hussein, da Jordânia, e de Dennis Ross - o presidente da AP, Yasser Arafat, concordou com o adiamento da conclusão da retirada militar israelense das áreas rurais da Cisjordânia. Pelos acordos já firmados, isso deveria ocorrer em setembro, mas ficará para meados de 1998.
Arafat endossou a proposta americana depois que Ross prometeu que os EUA garantirão - num documento que será anexado ao acordo sobre Hebron - o cumprimento do novo cronograma para a desocupação, em três fases, das áreas rurais.
Já Hebron, a última cidade da Cisjordânia ainda sob domínio israelense, deve ser desocupada em até dez dias após a assinatura do acordo.

mockup