Ramallah (Cisjordânia) - O Exército israelense intensificou a pressão sobre o governo palestino dirigido pelo Hamas ao deter ontem o vice-premiê palestino Nasser al-Shaer, ao mesmo tempo que dá prosseguimento à ofensiva militar contra a Faixa de Gaza após o seqüestro do soldado Gilad Shalit.
  Na madrugada de sábado, tropas israelenses prenderam Al-Shaer, membro do Hamas, em sua residência e o levaram, informaram fontes palestinas e de Israel. Fontes dos serviços de segurança afirmaram que 30 tanques israelenses entraram na cidade de Ramallah e partiram imediatamente depois da prisão de Shaer. Um porta-voz do Exército israelense confirmou a detenção e explicou que a mesma faz parte da luta contra o movimento radical Hamas, que se nega a reconhecer o Estado hebreu e não renuncia à violência. ‘‘Esta detenção constitui a continuação da saga criminosa do governo de ocupação contra o Executivo palestino’’, denunciou o porta-voz deste último, Ghazi Hamad.
‘‘O único objetivo de Israel é o desaparecimento de um governo, da Autoridade Palestina ou sua debilitação.’’
  Quase 60 dirigentes do Hamas, entre eles o presidente do Parlamento palestino, Aziz Doweik, foram detidos desde 29 de junho pelo Exército israelense, como parte da ofensiva contra o movimento islamita depois do seqüestro, em 25 de junho, de um soldado israelense em um ataque palestino na fronteira com a Faixa de Gaza.
  Para Saeb Erakat, o principal negociador palestino, a detenção sufoca os esforços do presidente Mahmud Abbas para formar um governo de união nacional. ‘‘Pedimos sua libertação imediata, assim como a libertação do presidente do Parlamento, Aziz Doweik, e de todos os ministros e deputados detidos’’, insistiu.

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