Beirute - Pelo menos 18 civis, incluindo nove crianças, morreram queimados ontem em um bombardeio israelense contra habitantes que fugiam de seus vilarejos no sul do Líbano, informaram a Força Interina das Nações Unidas (Finul) e fontes médicas. Os corpos carbonizados de um pai de família e seus quatro filhos foram retirados do local um pouco antes pelas equipes de resgate da defesa civil, um organismo estatal, e levados para o hospital governamental de Tiro.
Também na manhã de ontem, um bombardeio aéreo executado por Israel destruiu completamente o edifício de nove andares que abrigava o quartel-general do líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasralah, no subúrbio da zona sul de Beirute, anunciou a agência oficial de notícias ANI. Não havia nenhuma informação sobre eventuais vítimas.
A Aeronáutica e a Marinha israelenses haviam bombardeado o mesmo bairro na sexta-feira à noite, destruindo fundamentalmente a residência e os escritórios do líder do Hezbollah, que escapou dos disparos e declarou uma ''guerra aberta'' contra o Estado hebreu.
O ministro israelense da Imigração, Zeev Boim, afirmou que Israel pretende eliminar o líder do grupo terrorista libanês Hizbollah, Hassan Nasrallah, na primeira oportunidade. ''Ele não pode gozar de nenhuma imunidade. Na primeira oportunidade o liquidaremos. Por isso convém a ele rezar a Alá'', declarou Boim do partido centrista Kadima (do premiê israelense, Ehud Olmert), à rádio pública israelense.
Retirada - A embaixada da Itália ativou ontem um dispositivo na cidade libanesa de Trípoli, a segunda maior cidade do Líbano, 90 km ao sul de Beirute para retirar, via Síria, os europeus que quisessem sair mas a viagem foi adiada por um bombardeio aéreo israelense nas imediações.
Quinze ônibus lotados de cidadãos europeus estavam estacionados na entrada norte de Trípoli prontos para, quando as condições de segurança permitirem, seguir viagem para a Síria pela estrada do litoral.
A França decidiu colocar em prática meios marítimos e aéreos, civis e militares, para retirar seus cidadãos do Líbano, anunciou em Paris o premier francês Dominique de Villepin.

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